segunda-feira, 19 de junho de 2017

O melhor ano

E parece que chegou ao fim o primeiro ano, aquele ano que toda a gente diz que é o melhor das nossas vidas! E se não foi o melhor ano da minha vida, de certeza que não está muito longe de o ser.
O meu primeiro semestre foi sem dúvida a adaptação e que me custou imenso. Hoje quando penso nisso apetece-me bater em mim própria por ter reagido às situações da maneira como reagi. Acho que demorei muito tempo a perceber que estava na universidade e a começar a aproveitar a vida universitária. Acho que ainda estava muito agarrada às ideias pré-concebidas que levava.

Com o passar do tempo fui deixando as coisas acontecendo sem forçar muito a minha motivação e a minha vontade de ir às aulas. Comecei a perceber que na universidade sou eu que decido como quero estudar, quando quero estudar e que os professores não estão preocupados se quero ou não estar na sala deles. Eles dão a aula e ganham o dinheiro deles e nós apanhamos a matéria ou arranjamos mil distracções. Alias, nem precisamos de arranjar uma justificação para não aparecer à aula, temos a liberdade para faltar quando quisermos. Cabe-nos a nós decidir quando devemos faltar ou não. Há aulas que precisas mesmo de ir, e há outras que não vale a pena. E vamos aprendendo isso com o tempo.



Ganhei amor ao meu curso, às minhas pessoas e aqueles que não me deixaram desistir de nada. Ganhei amor ao meu bloco, à minha praxe e a todas as tradições académicas que se realizam na minha universidade. 
Vivi a minha primeira semana académica de uma maneira muito intensa e repetia tudo sem pensar duas vezes. O meu enterro da gata foi sem dúvida dos pontos mais altos do meu ano letivo. 

Acabei o segundo semestre com toda aquela pressão típica da época de frequências, testes e tudo aquilo que temos direito quando estamos no ensino superior.
O meu semestre (e o meu ano) terminou com um jantar de curso de gala.


Conheci pessoas incríveis este ano, e percebi que é possível conciliar a vida que tínhamos antes de entrar para a universidade com a vida universitária. É possível manter as amizades que tínhamos, é possível manter os encontros semanais no Gota com os mesmo de sempre, e fazer novas amizades e criar novas rotinas. É possível quando conseguimos organizar as nossas prioridades, e as nossas vidas. É possível trabalhar, estudar, manter um blog, estar presente na vida da nossa família e dos nossos amigos. 



Sem comentários:

Enviar um comentário